VÍDEO: polícia investiga se arsenal apreendido tem ligação com execuções na Capital

De acordo com delegado do Garras, o armamento deve ser periciado
Após o grande arsenal apreendido neste domingo (19), em uma residência do Bairro Monte Líbano, em Campo Grande, a polícia agora trabalha para investigar se as armas têm alguma ligação com as execuções a tiros de fuzil que aconteceram na Capital.
De acordo com o delegado Fábio Peró, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), as investigações ainda estão no começo, mas o armamento deve ser periciado para confirmar os fatos e assim, descobrir se alguma arma foi usada em crimes anteriores.
No local que as armas foram encontradas, a polícia não localizou nenhuma pessoa. A apreensão foi trabalho dos policiais do Garras com os militares do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Ao todo, a polícia apreendeu dois fuzis AK 47, quatro carabinas 556, uma arma calibre 12, um revólver 357 e uma arma calibre 22.
Ainda segundo Peró, o calibre seria o mesmo de execuções que já aconteceram em Campo Grande, mas ainda é muito cedo para confirmar. “Não descartamos a possibilidade, mas ainda vamos averiguar. O calibre é o mesmo, mas só o resultado da perícia pode confirmar se há ou não ligação”, ressaltou o delegado.
PISTOLAGEM EM CAMPO GRANDE
Morte de policial militar reformado
Ilson Martins Figueiredo, de 62 anos, foi perseguido e fuzilado, na manhã do dia 11 de junho do ano passado. Segundo a Polícia Civil, foram ao menos 20 disparos de fuzil. O carro da vítima ficou cheio de marcas de tiros. Após ser atingido, Ilson perdeu o controle da direção e bateu no muro de um comércio na avenida. O corpo dele permaneceu no veículo, caído sobre o banco do carona.
Executado em frente barbearia
Quatro meses depois, em outubro de 2018, Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, também foi executado a tiros de fuzil, na Rua Amazonas esquina com a Enrramada, na Vila Gomes. Vários disparos atingiram a cabeça da vítima.
Conforme o Corpo de Bombeiros, havia marca de disparos também no tórax e no braço de Orlando. Ao menos 40 cápsulas de calibre 556 foram achadas no local.
Orlando estava com 240 mil em cheques e aproximadamente 2 mil reais em espécie e saia de uma barbearia. Ele atravessava a rua em direção a sua caminhonete Hilux branca quando foi atingido.
Filho de PM
O universitário Matheus Xavier, 20 anos, que foi morto com vários disparos de fuzil, no dia 10 de abril deste ano, Jardim Bela Vista. Ele acabou assassinado, supostamente por engano enquanto tirava a caminhonete do pai da garagem do imóvel.
Matheus era filho do policial militar Paulo Xavier, que já chegou a ser preso pelo menos duas vezes por envolvimento na máfia da Jogatina. O PM teria relatado para a polícia que o atentado seria para ele e não para o filho.
Ao manobrar o veículo do pai, o universitário foi atacado por ocupantes de um carro sedan de cor preta, que realizaram vários disparos de fuzil contra o rapaz. * topmidianews.
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