Para Fábio, independente de Moro ou Lula, legalidade e Constituição devem ser preservadas

Antes de ministro, Moro, juiz federal, teria transgredido legislação para punir réus da Lava Jato
O deputado federal sul-mato-grossense Fábio Trad (PSD), deixou a audiência, ontem, terça-feira (2), da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, colegiado que questionou o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) sobre o vazamento de diálogos seus quando ainda era juiz federal mantidos via Telegram com procuradores da República da Lava Jato, certo de que há “indício muito afirmativo de que os dados [conversas] não são falsos”.
O depoimento do ministro começou às 14h e durou até perto das 22h – em torno de 7 horas. E ainda não era para acabar. A sessão foi suspensa logo depois do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ter chamado Moro de “um juiz ladrão”. Houve confusão, o ministro levantou-se e foi embora.
Fábio Trad participou da audiência com Sérgio Moro e, na semana passada, na sessão que teve como convidado o jornalista Glenn Greenwald, um dos donos do Intercept e autor das reportagens.
TopMidiaNews peguntou, em Brasília, se Fábio Trad poderia opinar se o juiz, agora ministro, ou o jornalista, poderiam ter mentido ou dito alguma versão ilusória durante às sessões.
“Seria precipitado. O que acho que vai resultar disso tudo, é a questão técnica sobre a autenticidade dos atos. Sérgio Moro alega que não há autenticidade, que o material divulgado é passível de adulteração. Então, é uma palavra contra a outra”, afirmou o parlamentar.
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