Soraya defende suplente do PSL acusado de lavagem de dinheiro

Danny Fabrício é réu em um processo que tramita no TRF
A senadora e presidente provisória do PSL em Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, defendeu o seu segundo-suplente e vice na direção do partido, Danny Fabrício Cabral Gomes, que é réu em um processo por lavagem de dinheiro na Justiça Federal do Espírito Santo.
Durante o “ato de filiação” da agremiação que também empossou o deputado estadual Capitão Contar (PSL), ela destacou que “ele é um advogado que atua dentro da lei, você só sabe se é culpado ou inocente depois do trânsito em julgado”.
O vice-presidente do PSL em Mato Grosso do Sul é réu por lavagem de dinheiro em denúncia feita pelo Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF-ES), no Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2).
Danny e Soraya são sócios em um escritório de advocacia que tem, conforme o site oficial da empresa, salas em Campo Grande, Brasília – Distrito Federal e Vitória, no Espírito Santo. Ao todo, são dez advogados credenciados no site como integrantes do escritório.
Na Justiça Eleitoral, Danny declarou um patrimônio de R$ 25.514.612,06, sendo o maior investimento – R$ 20 milhões – em participação na empresa Riverside Empreendimentos Imobiliários.
Acreditando na inocência, Thronicke não economiza na defesa do sócio. “Falaram absurdamente em lavagem de dinheiro, uma vergonha. Ele é um advogado que emprestou um carro dele para o cliente que teve tudo bloqueado. Isso é maldade, isso é mentira e isso é o que a gente está vivendo hoje em dia. É muita sacanagem, é vontade de desconstruir as imagens”.
Durante coletiva de imprensa no ato de filiação, a senadora destacou que o partido está em busca de pessoas honestas para uma campanha, em 2020, seguindo a mesma linha. Questionada sobre a quantidade de filiados que o PSL pretende ter em Mato Grosso do Sul, ela afirmou que não tem meta.
“Estamos tendo filiações, não tem número. Estamos com marco histórico. Não temos limite, queremos o máximo que puder. Queremos, acima de tudo, ter qualidade. Queremos focar em pessoas sérias, honestas”.
Com relação à Executiva no Estado, Thronicke disse que ainda não tem prazo para realizar a convenção estadual do PSL, enquanto isso, ela e Danny ficam à frente do partido.
Sócia, ela defendeu o vice-presidente Danny na ação em que é réu na Justiça e destacou que apenas cumpre ordens e por isso ainda não foi realizada a convenção. “Temos advogados que defendem todo tipo de gente e ninguém fala nada. Quer falar do PSL, que tem um advogado que cumpre o código de ética e para quê? Para desconstruir. Tem tanta coisa para falar e fazer e as pessoas acordam com vontade de desconstruir, infelizmente”, voltou a dizer.
ELEIÇÃO
Com relação a 2020, quando serão realizadas as eleições municipais para escolha de prefeitos e vereadores, a atual presidente do partido ressaltou que o PSL tem diretório em, pelo menos, 40 cidades e deve lançar candidatura em todos.
Com relação às principais cidades de Mato Grosso do Sul, o PSL tem nomes disponíveis. “Nós já temos nomes para disputar. Em Dourados, Aristeu Carbonaro; em Corumbá, Elano Lopes; e aqui estamos tentando convencer o nosso candidato [Capitão Contar]”, explica a senadora Soraya.
Ela argumenta que a sigla quer fazer o maior número de prefeitos e vereadores no Estado e que dará toda a estrutura necessária para que o candidato possa fazer sua campanha. “O PSL é um partido que cresceu do dia para noite, é o partido que mais cresce. Não temos limites para crescer. O partido vai dar toda a estrutura necessária para os nossos candidatos”, frisou a parlamentar. * Correio do Estado.
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