Presidente de sindicato é levado para delegacia durante protesto na Prefeitura

Tabosa já teria sido alertado sobre perturbação de sossego, causado pelo carro de som
Enquanto fazia um protesto com cerca de 100 servidores em frente à Prefeitura de Campo Grande, o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, foi levado para a delegacia. Segundo policiais, ele foi levado por perturbação de sossego.
Duas viaturas da Polícia Civil e uma da Guarda Municipal compareceram à Prefeitura para levar Tabosa à Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social). Conforme um investigador de polícia, que conversou com o Jornal Midiamax, a manifestação dos trabalhadores é legítima, mas Tabosa já tinha sido alertado sobre a perturbação de sossego, causada pelo carro de som e microfone em protestos.
Segundo informações apuradas, o Ismac (Instituto Sul-mato-grossense para Cegos) teria denunciado o presidente do sindicato pelo barulho na região. O diretor-presidente do Ismac, Márcio Ximenes Ramos, ressaltou que não é contra o manifesto dos servidores, mas que fez uma queixa contra o barulho, que era frequente na região.
“Nós reclamamos porque teve barulho por vários dias. Eu expliquei que fiz a queixa porque as pessoas com deficiência visual, que precisam da audição para se orientar, estavam com dificuldades para conseguir atravessar a rua. Este barulho colocou em risco a integridade física destas pessoas”, conta.
Uma mulher também foi encaminhada para a Delegacia. Os servidores que estavam em frente ao Paço ficaram revoltados. Maria Leocema Vilhalva, 72 anos, achou revoltante a prisão do presidente do sindicato. “Foi um abuso de poder, era um direito da categoria protestar”.
Os servidores protestavam na Prefeitura na manhã desta terça-feira (13) com cartazes e apitos por um aumento nos salários. Segundo Tabosa,alguns trabalhadores receberiam menos do que um salário mínimo. Servidores municipais ainda pediam que o Servimed (Serviço de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande) ficasse sob o poder dos trabalhadores e não do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande). “Queremos a transição do Servimed para os servidores”, disse Tabosa. * Midiamax.
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