Projeto criminaliza coach, mas deputado de MS defende punição só para charlatões

Ele diz que é necessário regras e formação para a atividade e repudia os enganadores
O deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) é a favor da regulamentação da atividade de coach no Brasil com o estabelecimento de regras e que os profissionais sejam realmente competentes para atuar na área. É a análise que ele faz sobre proposta para criminalizar a profissão.
Ao início do ano, William Menezes, morador de Sergipe, propôs ao Senado a criminalização da atividade e a ideia recebeu mais de 20 mil apoios. Com isso, houve a sugestão legislativa e o senador Paulo Paim (PR-RS) analisa a possibilidade de virar projeto de lei.
No entanto, Dagoberto pondera sobre a generalização de que os profissionais seriam charlatões, sem formação e enganadores.
 “Acho muito perigoso quando generaliza, não é porque um faz errado que todos estariam fazendo. É muito temeroso isso. Existem os que usam da má fé e, sem formação, enganam as pessoas, e estes precisam ser punidos. Quanto a isso, eu sou favorável que tenha a penalização das pessoas que não estão preparadas”, diz o parlamentar.
O assunto para criminalização veio à tona depois de denúncias que traziam risco a saúde dos ‘treinados’, já que havia pessoas se autodenominando coach prometendo curas e ideias malucas de dietas e cumprimento de metas, por exemplo.
Na contramão de criminalizar, Ronald Dennis Pantin Filho II levou ao Congresso  a ideia de regulamentação da profissão, por isso, nesta semana a  Comissão de Direitos Humanos (CDH) promoveu audiência pública para debater a atividade de coach no Brasil.
Para o parlamentar sul-mato-grossense, se realizada com cuidado, a atividade pode contribuir com a economia.  “Acho que é um avanço para os novos tempos. Eu não sou contra a profissão em hipótese alguma. É um novo mercado de trabalho. Logicamente que devemos ter um pouco de cuidado, não é todo mundo que vai fazer também”.
Para Dagoberto, é essencial que o Congresso avalie e planeje o projeto de lei para regulamentar e livrar os bons profissionais dos ‘malandros’.  “Toda a profissão tem regras e tem que regulamentar porque sempre tem os espertalhões que acabam prejudicando toda a uma categoria”, concluiu.
Se as propostas passarem na CDH, serão examinadas como projetos de lei em outras comissões.
A página do Facebook Dicas Anti-coach diz que se decepcionou com a Comissão e com a defesa sobre a atividade. “Nossa principal queixa está no fato de que nenhum profissional da Psicologia, Nutrição, Medicina etc, esteve presente para oferecer uma a visão negativa sobre “processos de coach” que muito tem prejudicado pessoas. Coach não é algo ruim. Pode sim ser uma metodologia que vem a somar a prática de alguns profissionais. Mas, somos contra a formação “duvidosa” de certos coachs e a intromissão em áreas de atuação, principalmente a área da saúde”, diz o post.
Atividade
Originária do idioma inglês, a palavra coach significa treinador. No mercado de trabalho, ele é o instrutor capacitado a ajudar pessoas a atingirem mais rapidamente as suas metas na vida pessoal e profissional. O coach também é contratado por empresas na busca de resultados em curto prazo. Nos Estados Unidos, onde a atividade surgiu há algumas décadas, a carreira já movimenta US$ 2,3 bilhões ao ano.
Na teoria, qualquer profissional pode se tornar um coach, desde que domine os conhecimentos dentro da sua área. Na prática, é preciso também estar preparado para lidar com pessoas; ajudar os clientes a identificar limites, superar desafios e desenvolver o seu potencial. * (Com informações da Agência do Senado)
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