Chuva no Pantanal de MS acaba com muitos focos de fogo em fazenda e bombeiro fala em encerrar combate

Locais em que as equipes de solo chegaram estavam sem focos. Voos devem ser feitos quando o tempo permitir para verificação de outros pontos.
A chuva que caiu no Pantanal de Mato Grosso do Sul quarta-feira (25) acabou com muitos focos de incêndio no Recanto Ecológico Caiman, no município de Miranda, que trabalha com pecuária, ecoturismo e pesquisa sobre onças, araras e papagaios, e desde o dia 11 de setembro era atingido pelo fogo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, nos pontos em que as equipes de solo conseguem chegar já não há mais focos de incêndio e nesta quinta-feira (26) devem ser feitos voos para verificar se também houve extinção do fogo em locais de difícil acesso.
Mesmo durante a chuva de quarta-feira, a aeronave Nimbus, do Distrito Federal (DF) combateu alguns focos que ainda persistiam.
Caso ainda sejam verificadas queimadas durante os voos desta quinta-feira, equipes serão lançadas a campo e quando não for mais necessário o combate na área, a equipe formada por bombeiros e brigadistas particulares e do Ibama, será desmobilizada.
Se o incêndio na fazenda tiver chegado ao fim, o efetivo de militares retornará para Aquidauana para manutenção dos equipamentos e direcionamentos de acordo com as estratégias do Comando Unificado.
A chuva era desejada desde que o incêndio começou. Devido a força do vento, o fogo se espalhou rapidamente pela fazenda, destruindo mais de 35 mil hectares, do total de 53 mil.
Foi montada uma sala de situação na fazenda com bombeiros de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e de São Paulo, brigadistas e funcionários da propriedade. Tudo para definição de estratégias de combate. Um avião e um helicóptero ajudam.
Entre as áreas destruídas pelo fogo está a de onde é desenvolvido o projeto Onçafari, que trabalha com reintrodução de onças na natureza e monitoramento delas. Pesquisadores conseguiram salvar alguns animais e ao longo dos dias verificaram que outras apareceram.
Muitos bichos morreram, mas ainda não se sabe quantos. Outros foram vistos em meio a flora destruída pelas chamas. Agora, pesquisadores trabalham para contar quantos animais não resistiram e para verificar a reação da natureza diante do que aconteceu. * G1MS.
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