Craque do Flamengo levou ‘tombo’ dos Name e caso acabou no CNJ, revela Omertà

Investigação mostra que chefes da organização criminosa tinham influência na Justiça
O craque Diego Ribas, que hoje joga no Flamengo, sofreu grande decepção ao fazer sociedade em fazendas com a família Name, em 2010, na região de Bonito. O craque foi à Justiça reclamar que havia sido lesado no negócio, mas o Tribunal de Justiça decidiu a favor de Jamil Name por quatro vezes. O caso é um dos investigados pelo (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) na Operação Omertá.
O Gaeco recuperou reportagens da época sobre o caso para convencer a Justiça que a família Name, detentora de um poderio econômico, com fazendas e empresas, tinha influência no Tribunal.
Conforme matéria jornalística apontou, Diego decidiu apostar no ramo pecuário. Sem saber da ‘má fama da família’, como diz a investigação, o pai do atleta e o jogador, por meio de uma empresa da qual era sócio, compraram três fazendas de Jamil Name Filho, cuja extensão era de 2,4 mil hectares.
A notícia diz que o pai do jogador reclamou de ter pago pela propriedade, mas até então não ter recebido as escrituras. Outro motivo de  discórdia foi que o contrato previa que o jogador ficaria com 628 animais fêmeas que estavam no pasto e repassaria aos Name parte dos animais paridos.
Porém, o antigo dono da fazenda foi à Justiça dizer que não recebeu os devidos valores do jogador. A defesa do atleta diz que não pagou porque Jamil Name não apresentou notas fiscais do negócio.
Na sequência, decisão do TJ mandou apreender 528 vacas e 126 novilhos, um total de 654 bovinos. Mas segundo o defensor de Diego à época, os Name pegaram 1.581 cabeças de gado, muito mais do que a decisão do Tribunal permitia.
No total, foram quatro decisões do TJ favoráveis à família Name, o que levantou suspeitas por parte do pai do jogador. Ele citou ainda o caso dos precatórios milionários recebidos pelos Name, por ordem do TJ, para demonstrar a força perante a Justiça.
O pai do atleta foi ao Conselho Nacional de Justiça levar as suspeitas sobre o então corpo de desembargadores da Corte.
Investigação
As investigações do GAECO começaram em abril deste ano e foram instauradas para apoiar outra apuração, que estava a cargo do Garras. A Polícia Civil investigava, até então, três assassinatos, que agora são atribuídos a essa milícia, comandada por Jamil Name e Jamil Name Filho. Eles teriam ordenado as mortes de lson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, do ex-delegado Paulo Magalhães e Marcel Colombo. * Top Mídia News.
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