Justiça nega soltura por pandemia de Coronavírus e Jamil Name continua atrás das grades

O empresário é acusado de comandar milícia que seria responsável por pelo menos três execuções em Campo Grande
O juiz de direito Aluizio Pereira dos Santos não acatou o pedido de conversão de prisão do empresário Jamil Name, 80 anos, que está preso em Mossoró. O advogado de defesa entrou com um novo pedido de soltura, alegando que a saúde do idoso está sendo colocada em risco, devido à pandemia de Coronavírus que o país enfrenta.
Após analisar o pedido, o juiz complementou a decisão dizendo que “o Covid-19 não enseja, de plano, a soltura de todos os presos, e as escolhas de outros países em fazê-lo são opções políticas de casa Estado Soberano, sendo que, por ora, o Brasil não lançou mão de tal expediente”.
Na decisão o juiz destaca ainda, que os presídios federais estão agindo na prevenção da doença, tanto que já suspendeu as visitas e que o caso do “Coronavírus não pode ser resolvido abrindo as portas das prisões”.
O advogado de Jamil tentou convencer o magistrado de que o preso é idoso e se enquanto no grupo de risco alertado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “Se trata de pessoa idosa, com mais de 80 anos, portador de Diabetes Mellitus, tipo 2, hipertensão arterial descontrolada, doença pulmonar, entre outros problemas de saúde”, diz o novo pedido de soltura.
Jamil Name está preso desde o dia 27 de setembro do ano passado. Ele foi levado para o Centro de Triagem Anísio Teixeira, no bairro Noroeste, em Campo Grande, ao lado do filho, Jamil Name Filho.  No dia 12 de outubro, ele e o filho foram levados para Mossoró, onde permanecem presos.
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