“Ele sai de cabeça erguida, motivo de orgulho para mim”, diz Nelson Trad Filho

Primo de Trad, Mandetta foi demitido hoje do Ministério da Saúde
O senador Nelson Trad Filho (PSD) avaliou a demissão do seu primo do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) na tarde hoje. Na visão do parlamentar, o médico ortopedista deixa a pasta com os mesmos valores que tinha quando entrou. “Sai de cabeça erguida, com os mesmos valores que o fizeram entrar e isso para mim é motivo de orgulho”.
Mandetta começou na vida política na gestão de Nelson Trad Filho à frente da Prefeitura Municipal de Campo Grande em 2005. Ele assumiu por seis anos a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) onde enfrentou a epidemia de dengue e H1N1. “Eu penso que ele tem uma convicção que não abre mão, ele foi sempre assim. Foi meu secretário e sempre foi técnico, mas bateu de frente com um chefe que tem uma personalidade difícil”, citando Jair Bolsonaro.
O senador criticou a troca de comando do Ministério da Saúde durante a pandemia, Mandetta será substituído pelo oncologista Nelson Teich. “Onde está o erro: transição no meio da pandemia, tinha que ter esperado. Mas é uma decisão do presidente. Eu não sou presidente, não ganhei eleição, não levei facada. Seria melhor uma transição em janeiro, começo do ano quando as pessoas estão de férias. No outono no meio da pandemia dessa não é o melhor. Se confirmar as previsões dos técnicos, que até agora nunca falharam, vamos ter o pico da doença no fim do mês e começo do outro e estaremos em transição”, lamentou o Trad.
Com relação à escolha do presidente, o parlamentar foi direto. “Mérito ele deve ter tido para chegar, participou da campanha e tem confiança do presidente”.
Sobre o ministro Mandetta continuar na transição para colaborar com Nelson Teich, Trad avalia que demonstra a preocupação com o Brasil. “É uma atitude elegante e racional de quem realmente estava focado no bem do Brasil. Muito importante para nós. Pode ter certeza que Mato Grosso do Sul  vai sentir orgulho da passagem dele pelo ministério”. * Correio do Estado.
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