Deputados de MS disparam: ‘Bolsonaro defendeu ditadura e é preciso reagir’

Presidente discursou para apoiadores que pediam a intervenção militar
Os deputados Beto Pereira (PSDB) e Fábio Trad (PSD) reagiram indignados à fala do presidente Jair Bolsonaro, que, neste domingo (19), atacou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Para ambos, o presidente da República também apoiou a intervenção militar e é hora de reagir a essa afronta à Constituição.
A reação dos dois deputados ocorreu logo após o Fórum dos Governadores emitir carta assinada por 20 governadores, entre eles, Reinaldo Azambuja, criticando o comportamento do presidente da República.
”O presidente participou de um ato público a favor da intervenção militar. As forças democráticas do Brasil precisam reagir. Não é mais possível compactuar com esta situação. Este cidadão não foi eleito para matar a democracia. Os democratas não podem se acovardar. Vamos reagir”, conclamou Fábio Trad.
Na mesma linha seguiu Beto Pereira. O deputado tucano classificou como irresponsável e imprudente a fala de Bolsonaro para apoiadores que exibiam cartazes a favor do Ato Institucional número 5, a mais dura normativa do regime militar e que concentrou poderes nas mãos do então presidente da República, não eleito pelo povo.
”Ele jurou, na posse, defender a Constituição, mas que vemos é um ataque a ela…”, refletiu Pereira.
Rose Modesto, também do PSDB, também analisou as críticas do presidente contra o parlamento e pediu união.
”…precisamos de unidade dos poderes pra vencermos essa crise que é de Saúde pública, social e econômica. Pra isso acontecer, não podemos abrir da nossa Constituição. Cada poder tem uma função importante na solução dos problemas que estamos enfrentando”, destacou a parlamentar.
Polêmica
Neste domingo (19), Bolsonaro celebrou o dia do Exército, na sede do Quartel General do Exército, em Brasília. Na saída ele foi cercado por apoiadores e, na caçamba de uma picape, discursou para cerca de 200 pessoas.
Na fala, o presidente criticou Rodrigo Maia e insinuou que ele exige cargos e ministérios em troca de apoio nas votações de interesse do governo.
A questão mais polêmica do dia se deu porque alguns apoiadores dele seguravam cartazes pedindo a intervenção militar e o AI-5.  * Top Mídia News.
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