NUTRIÇÃO E BOA FORMA A vitamina D auxilia no combate ao coronavírus?

Pesquisas indicam que vitamina pode ajudar na luta contra a doença
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, relatou que os maiores índices de letalidade da Covid-19 estavam associados a pessoas com deficiência de vitamina D no organismo. A descoberta vem de encontro com uma investigação realizada na Universidade de Turim, na Itália, que associa a vitamina como uma ferramenta para diminuir os fatores de risco da doença.
Apesar de positivas, as informações não devem significar uma corrida por medicamentos que auxiliam na melhora da vitamina D, que pode ser adquira por meio de uma alimentação saudável e exposição ao sol.
De acordo com a nutricionista Luciane Gonzalez, a vitamina D sempre foi importante para a saúde do ser humano. “O papel da vitamina D é bem reconhecido na saúde global do indivíduo, assim como se reconhece que os níveis dessa vitamina nas populações são inadequados. A vitamina D é um hormônio esteroide de fundamental importância ao organismo humano para manter níveis normais de cálcio, fósforo, que por sua vez são necessários para mineralização normal dos ossos, contração do músculo, condução nervosa e função geral do organismo”, explica.
A manutenção correta da vitamina está associada à saúde óssea e à redução do risco de doenças crônicas. “A vitamina D pode ser proveniente de duas formas distintas: dieta e outra endógena, sintetizado na pele através de luz solar. Apesar de ser encontrada em poucos alimentos, as melhores fontes são os produtos de origem animal, mas particularmente os peixes gordos e extratos de fígado como o salmão ou a sardinha, atum, óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, óleo de peixe, fígado, leite e derivados, além da margarina”, indica Luciane.
Os peixes são as principais fontes de vitamina D. “No entanto, salmão criado em cativeiro possui apenas de 10 e 25% do conteúdo da vitamina D3 encontrado no salmão selvagem capturado. Fígado e outras vísceras são ricos em vitamina D, mas como todos os tipos de alimentos dependem de fatores culturais para o consumo habitual. Embora cogumelos e gema de ovos sejam listados como fonte de vitamina D, as concentrações são variáveis o que resulta em informações insuficientes sobre a real quantidade de vitamina D desses alimentos”, ressalta a nutricionista.
Coronavírus
Luciane explica que uma pesquisa da revista “The Lancet” sugere que um subgrupo de pacientes com casos graves da doença apresenta uma síndrome de tempestade de citocinas (hipercitocinemia), deflagrando uma resposta hiper inflamatória, responsável pela grave disfunção orgânica observada. A condição por trás disso parece ser a linfo-histiocitose hemofagocítica (LHH), caracterizada pela hiperativação imunológica que ocorre quando as células NK e os linfócitos T citotóxicos não eliminam os macrófagos ativados, levando à produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias. “A vitamina D tem importante função na mediação da inflamação, pois promove a diminuição da liberação de citocinas pró-inflamatórias onde inclusive já era utilizada em pacientes obesos onde a concentração de Vitamina D é abaixo da média devido a essa vitamina se acumular no tecido adiposo, reduzindo sua disponibilidade”, explica Luciane.
Neste caso, mesmo antes da Vitamina D ganhar importância no combate ao coronavírus, ela já era essencial para gestantes, crianças e idosos, este último o principal grupo de risco para a Covid-19. “Na pele, a produção diária de vitamina D atinge seu ponto máximo depois de 30 minutos de exposição à luz solar. O aumento da pigmentação da pele e o aumento da melanina em indivíduos de pele escura reduz a sua eficiência a síntese de vitamina D, mediada pela radiação ultravioleta. Isso aumenta o tempo de exposição necessário para atingir a formação máxima de vitamina D”, alerta Luciane.
Segundo a nutricionista, para idosos a ingestão inadequada pode aumentar a perda óssea e o risco de osteoporose. “A deficiência é resultado da diminuição da ingestão alimentar e da falta de exposição solar. Quedas, fraturas e deficiência da vitamina D estão associadas, então estudiosos acreditam que ela previna fraturas pela melhora da densidade mineral óssea e da força muscular, diminuindo o risco de quedas”, aponta.  * Correio do Estado.
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