FIM DA INFÂNCIA: metade dos estupros registrados em MS foram cometidos contra crianças

As vítimas tinham entre 0 e 11 anos; na Capital, caso em que a mãe ajudava padrasto a estuprar e filmar própria filha de 7 anos chocou a cidade
Das 1.562 vítimas mulheres que procuraram uma Delegacia de Polícia em Mato Grosso do Sul para relatar crime de estupro em 2019, o percentual de 50,45% das denúncias eram de crianças entre 0 a 11 anos. Um índice assustador para mães, pais e responsáveis, porém, a maioria dos crimes era cometido por pessoas próximas ou próprios familiares.
Dados do Mapa do Feminicídio de MS indicam também que 41,36%  dos casos eram de meninas na fase da adolescência, entre 12 a 17 anos. As mulheres adultas, maiores de 18 anos, representaram 8,19% das vítimas dos crimes sexuais.
Conforme a Delegacia-Geral da Polícia Civil, e a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, mesmo com 1.562 registros de B.O. por violência sexual, houve queda em relação ao ano anterior em que foram registrados 1.735 casos em todo o estado.
Caso escabroso
Em Campo Grande, a população se chocou com a divulgação do caso em que a mãe de uma criança de 7 anos, auxiliava o genro Ezequiel da Silva Cruz, 33 anos, a estuprar e filmar o crime contra a própria filha.
O homem era casado com a filha mais velha, de 22 anos, e todos moravam em quitinetes no bairro Tijuca. A mulher de 42 anos, marcava os encontros e participava dos estupros. A mulher era namorada de Ezequiel e teria feito o mesmo ato com a filha mais velha, que anos depois casou-se com o autor. Os três possuíam relacionamento, segundo testemunhas.
O caso foi descoberto após Ezequiel enviar o vídeo criminoso a um vizinho, que acionou a Polícia. Ele, a filha mais velha e a mãe da menor fugiram, antes da chegada das autoridades. Eles devem responder por abandono de incapaz, abandono intelectual e estupro de vulnerável.
(Ezequiel é procurado pela Polícia. Foto: Divulgação PC)
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