CONCILIAÇÃO? Trad critica Defensoria antes de audiência que discutirá bloqueio: “nunca mandaram um ofício”

Nesta sexta-feira, Campo Grande contabilizou 12 óbitos em 24 horas, o maior número da pandemia
O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), antes de entrar para a audiência de conciliação com o Defensor Público-Geral de Mato Grosso do Sul, Fábio Rombi, no Fórum de Campo Grande, demonstrou o propósito da reunião, a conciliação propriamente dita, será algo muito difícil de ser alcançada.
A Defensoria pede um bloqueio quase total das atividades, como o ocorrido em março, e o prefeito já adiantou antes de entrar para o encontro: “é uma medida totalmente ineficiente e está descartado”, avisou.
Marcos Trad também criticou a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, autora da ação. “A pandemia está aí há seis meses. Eles nunca mandaram um ofício, nunca foram ajudar, nunca colaboraram. Mas se eles estivessem certos, nós adotaríamos as medidas. Mas eles estão completamente equivocados”, disparou.
OUTRO LADO
O defensor Fábio Rombi foi mais comedido antes de entrar para a audiência. Disse que as campanhas educativas incentivando as pessoas a ficarem em casa não podem parar. “Isso tem de ser constantemente lembrado, as pessoas têm de ter responsabilidade com a saúde delas e também do próximo”, argumentou.
E também defendeu medidas de restrição de circulação, como pede na ação civil pública, lembrando, inclusive, a redução de acidentes de trânsito e de outras formas de traumas causados pela violência.  “Com tudo funcionando normalmente, os acidentes de trânsito, acabam acontecendo num número maior”, afirmou.
A Defensoria ingressou, na última segunda-feira, com ação civil pública pedindo um bloqueio parcial similar ao ocorrido no fim de março e início de abril, com somente atividades essenciais liberadas.
Marcos Trad é contra repetir as medidas, assim como entidades representativas do comércio e da indústria, como por exemplo, a Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas e Federação da Indústria.
Todos eles estão na audiência, bem como representantes dos ministérios públicos Estadual e Federal.
RECORDE
Coincidentemente, esta sexta-feira (7) foi o dia com mais óbitos por Covid-19 contabilizados em um período de 24 horas, no Estado, e em Campo Grande. Foram 23 mortes em Mato Grosso do Sul, e mais da metade delas (12) em Campo Grande.
Desde o início da pandemia, já são 170 óbitos na Capital e 481 em todo o Estado. Há 514 pessoas internadas no Estado, 201 delas e unidades de tratamento intensivo.
Em Campo Grande, a ocupação global que estava na casa de 90%, caiu para 86% por causa da ampliação das UTIs (foram mais 10 nesta semana). Mais da metade (51%) são de pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença causada pelo coronavírus. Há 234 leitos de UTI disponíveis na Capital do Estado. * Correio do Estado.
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