Família de menina morta após apanhar de colegas de escola realiza passeata amanhã

Um mês após a morte da criança, familiares e amigos se unem e clamam por justiça
A família de Gabrielly Ximenes, 10 anos, realiza uma passeata neste domingo (6), às 10 horas, em memória da menina. A ação terá início na frente da Igreja Batista do bairro Nova Lima, em Campo Grande, e segue até a escola Lino Villachá, onde a criança estudava.
Gabrielly morreu no dia 6 de dezembro, dias após ser espancada na saída da escola. De acordo com o pai da criança, Carlos Roberto Costa de Souza, amigos e familiares se unem e clamam por justiça. “Vamos realizar essa passeata pedindo justiça pelo que aconteceu”, diz.
A família continua abalada com o ocorrido e aguarda resultado do exame de necropsia, previsto para sair no início deste mês. Após a morte da Gabrielly, a vida da família mudou radicalmente e as irmãs já não conseguem entrar no quarto que dividiam com a criança falecida.
“Elas sempre dormiram juntas, tinham o quartinho delas, dividiam uma cama de casal. Agora minha filha não consegue mais dormir lá, ela está dormindo com a mãe dela. Minhas duas filhas agora passaram a dormir com a mãe. A falta dela ficou maior ainda agora, que todos os nossos familiares foram embora”, conta o pai.
Enquanto as duas filhas dividem a cama com a mãe, Carlos dorme na sala. “Eu estou dormindo em um colchão de solteiro aqui na sala de casa. Não quero dormir no quartinho dela também não, é melhor ficar aqui mesmo na sala e deixar o quartinho dela do mesmo jeitinho”.
O caso
Gabrielly Ximenes teria sido espancada perto da escola por uma criança de 10 anos e outras duas meninas de 14 anos, na Capital. A família teria acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a criança foi atendida na Santa Casa de Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, Gabrielly passou por exames e nenhuma lesão foi constatada.
Em casa, a menina começou a reclamar de dores na virilha. Ela foi levada para uma Unidade de Saúde, em seguida par ao CEM. “Colocaram uma tala na perna dela, mas ela sentiu mais dores ainda. A dor era na virilha e não na perna. Chegou um momento, que minha filha começou a ficar muito febril e não andava mais, daí levamos ela novamente na Santa Casa”, conta o pai.
A menina deu entrada na Santa Casa, passou por exames, que constataram que a menina estava com artrite séptica (infecção no líquido e tecidos de uma articulação, geralmente causada por bactérias, mas ocasionalmente por vírus ou fungos). Ela passou por cirurgia, teve quatro paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Carlos Roberto, pai de Gabrielly Ximenes, de 10 anos, declarou que a porta de casa está aberta para conversar com as famílias das meninas que agrediram a sua filha. Carlos diz que a única coisa que quer no momento é esclarecimentos quanto ao assunto. * Top Mídia News.
Print Friendly, PDF & Email

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: