Pressa por previdência ‘barra’ indicação de Fábio Trad a comando de CCJ

Deputado Federal sul-mato-grossense havia sido indicado por parceiros de partido a comandar a valiosa CCJR
Até a noite de terça-feira (12), o deputado federal de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PSD), era a principal indicação de seu partido para assumir o comando da CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), uma das mais cobiçadas entre as legendas e seus 513 parlamentares que integram a Câmara dos Deputados.
Fábio até festejara a designação pelas redes sociais. Contudo, na virada da noite de terça para quarta, ontem (13), a tropa de choque do presidente Jair Bolsonaro, o todo-poderoso do PSL, fracassou o desejo de Fábio que, de 2012 para cá, incluindo a indicação de agora, já havia sido cotado para chefiar o eminente colegiado por três vezes.
Como meio de apressar e aprovar a reforma da Previdência, os pesselistas lançaram a candidatura de Felipe Francischini, deputado federal do Paraná, estreante na Câmara. Numa audiência que durou até por volta das 21h (horário de Brasília), definiu-se o novo presidente da CCJC.
Francischini, filho de delegado que também é deputado estadual paranaense, conquistou 47 votos favoráveis dos 64 parlamentares que participaram da escolha. A deputada federal Bia Kicis, também do PSL, parlamentar eleita por Santa Catarina, foi eleita a primeira vice-presidente do colegiado, com 22 votos. Por problemas no painel eletrônico, a votação foi feita em cédulas e secreta.
Fábio Trad, que nem sequer virou candidato, foi responsável pela abertura dos envelopes com os votos dos deputados e também foi dele a tarefa de anunciar uma a uma as opções dos parlamentares – se votaram em Francischini, nulo ou em branco.
PRIMEIRO TESTE
A reforma da Previdência proposta por Bolsonaro enfrenta o primeiro teste, já nos próximos dias, na CCJR. Se o colegiado concordar com a legalidade do projeto que mexe na vida de milhões de brasileiros, principalmente aqueles que pensam na aposentadoria, o plano segue adiante.
Depois de eleito e sentar-se à mesa de presidente da CCJC, Francischini ouviu mais elogios que questionamentos.
O delegado Valdir, como é conhecido o deputado que articulou a candidatura de Francischini, outro do PSL e paranaense, disse o presidente da CCJC é a grande aposta de “Bolsonaro e de Rodrigo Maia (que virou presidente da Câmara dos Deputados também com um empurrão do presidente da República)”.
Alguns deputados, no entanto, pediram a Francischini que só iniciasse o debate acerca da reforma em questão depois que Bolsonaro enviasse a eles a proposta que também inclui como deve ser a Previdência dos militares das Forças Armadas. * Top Mídia News.
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