Senadores de MS defendem prorrogação do auxílio emergencial às famílias carentes

A pandemia não acabou e população já começa a sentir dificuldades;
Os senadores Nelson Trad (PSD) e Simone Tebet (MDB) acreditam que o governo federal deve prorrogar o auxílio emergencial em 2021, caso não haja alguma outra solução para ajudar na renda das famílias em vulnerabilidade. O calendário de pagamentos acabou em dezembro e milhões de brasileiros já passam por sérias dificuldades, já que a pandemia não acaba e o país ainda não tem vacinas.
No Congresso Nacional, cerca de cinco senadores já apresentaram projeto de decreto e de lei que visam estender o auxílio entre março e até junho. Em contrapartida, o presidente Jair Bolsonaro já disse que o auxílio atingiu o limite e que não há dinheiro em caixa.
Sobre o assunto, o senador Nelsinho Trad diz que a pauta é delicada e que “enquanto não chega a vacina, a prorrogação do Auxílio Emergencial pode sim ser uma alternativa para reduzir a desigualdade social e manter a economia aquecida no Brasil.”
O parlamentar lembra que o benefício criado em abril de 2019 pelo presidente Bolsonaro amenizou os impactos econômicos causados pela pandemia e beneficiou 68 milhões de pessoas. Mas, 2021 chega com um novo problema.
“Agora surge um problema, não houve perspectiva de que a pandemia se arrastaria por tanto tempo. Os beneficiados não se planejaram para o fim do auxílio e o Governo Federal já adianta que não tem recursos em caixa para prorrogação do benefício, o que seria um rombo aos cofres públicos. Mas, por outro lado, é necessário fazer a balança de compensações: pessoas alimentadas refletem em menos possibilidades de doenças e na movimentação da economia. Do meu ponto de vista, haverá sim a necessidade de sacrifícios e redução de gastos do Governo Federal pela manutenção temporária do auxílio emergencial.”
Renda básica
Para a senadora Simone Tebet, é necessário ter responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, dar alento à população carente do país. Ela lembra que a instauração do programa renda básica pode ajudar.
“2021 chega com o legado catastrófico da pandemia. Precisamos ter responsabilidade fiscal, mas não podemos virar as costas para os mais vulneráveis. A concretização de uma renda básica no Brasil tem de estar entre as pautas prioritárias deste ano. Mas, enquanto a renda básica não for implantada, a prorrogação do auxílio emergencial será inevitável, humanitária”, disse a senadora Simone Tebet.
Os questionamentos foram encaminhados a senadora Soraya Thronicke (PSL) e até o fechamento da matéria, não houve respostas.
Fonte: Top Mídia News.
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