PSDB costura alianças e integra membros do MDB e antigo DEM no governo

Conversa nos bastidores indicam que governo já planeja troca de parte do primeiro escalão, que vai disputar as eleições em 2022

Conhecido pelas grandes alianças, e articulações políticas, o PSDB se prepara para receber, na administração do Governo do Estado, o deputado Eduardo Rocha, ex-MDB, e o secretário do União (antigo DEM), Marco Santullo, conhecido por ser braço direito da ministra da Agricultura Tereza Cristina.

Ao início do mês, o deputado Eduardo Rocha anunciou que não disputa reeleição ano que vem e que aceitou o convite do governador Reinaldo Azambuja para integrar a equipe do Executivo. A assessoria de Rocha confirma que ele vai comandar a Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão), com nomeação dia 3 de dezembro. No momento, a pasta está sendo administrada pelo secretário-adjunto, Flávio César.

O emedebista se licencia da Assembleia Legislativa após votação dos projetos de lei de reestruturação de cargos e salários dos servidores. O suplente Paulo Duarte (MDB) assume.

Presidente do PSDB e chefe da Casa Civil, Sergio de Paula já afirmou que o “intuito é que os novos membros na equipe do governo contribuam de maneira positiva, até o fim do mandato de Azambuja”. O interesse político nas nomeações, claro, é velado.

Mais mudanças
O primeiro escalação deve mudar bastante nos próximos meses, pois alguns secretários vão disputar cargos políticos em 2022 e devem se licenciar seis meses antes das eleições.

O governo ainda não divulgou onde Marco Aurélio Santullo, ex-superintendente da Funasa, será nomeado. No entanto, a ministra Tereza Cristina já o liberou para aceitar o convite.

O PSDB está cada vez mais próximo da ministra bolsonarista e, inclusive, comitiva composta pelo deputado Paulo Corrêa, governador Reinaldo Azambuja e secretário de Infraestrutura Eduardo Riedel, foi visitá-la em Brasília no último domingo (21).

Nos bastidores, a conversa é de que os tucanos convidaram Tereza para o PSDB. Ela provavelmente deixará o União Brasil [fusão do DEM +PSL], pois está descontente com os rumos do partido. A ida de Santullo para a gestão seria apenas o início para uma futura aliança.

Tereza Cristina tem potencial político e base eleitoral consistente, o que provoca interesse de diversas siglas em Mato Grosso do Sul. Por enquanto, o PSDB e a ministra mantêm as negociações com discrição.

Fonte: topmídianews.
(Ministra Tereza Cristina e o colega de partido, secretário Marco Santullo. Foto: Reprodução Redes Sociais/ Divulgação)
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