Após adequações em estatuto, salários dos militares cresceram mais de 30%

Com reajustes que superam os 30%, os salários dos policiais militares e bombeiros militares de Mato Grosso do Sul foram pagos pelo Governo do Estado nesta semana. A melhoria no sistema remuneratório das carreiras foi garantida no final do ano passado, após adequações no Estatuto dos Militares.

Para o presidente da Associação dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul (ACS), Mário Sérgio do Couto, o aumento nos subsídios “será de grande proveito”. “Posso dizer que os salários estão na casa do ótimo, com percentual de mais de 30%”, reforçou.

Após as mudanças implementadas por lei, a remuneração dos militares em início de carreira é de R$ 5.005,00, no posto de soldado, chegando a R$ 34.436,43 na graduação de coronel em nível IV. Os integrantes das carreiras ainda têm ajuda de custo que variam de R$ 729,67 para soldados a R$ 3.827,36 para coronéis.

Além dos reajustes setoriais, policiais militares e bombeiros militares também receberam os 10% de aumento nos salários dados pelo Governo do Estado para todas as categorias do funcionalismo público. Considerando os dois aumentos, os subsídios foram aumentados em mais de 40%.

“Estamos na 8ª posição do ranking dos salários no Brasil”, contou o presidente da ACS. Para ele, as outras mudanças implementadas no Estatuto dos Militares de Mato Grosso do Sul também foram positivas.

Além da melhoria na remuneração, foram feitas mudanças no sistema de promoções da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar: o tempo mínimo de permanência em cada posto ficou em: 7 anos para soldados; 5 anos para cabos; 6 meses para aspirantes a oficial; 3 anos para segundo-tenente; 4 anos para primeiro-tenente; 5 anos para capitão, 5 anos para major e 6 anos para tenente-coronel.

Também houve alteração de critérios e requisitos de acesso do soldado à graduação de cabo e de cabo à graduação de 3º sargento, mediante aprovação nos respectivos cursos de formação e preenchimento de interstícios mínimos.

O ingresso no Curso de Formação de Cabos é por seleção interna pelos critérios de mérito intelectual (20%) e antiguidade (80%). Pelo critério de antiguidade, o interstício mínimo é de 7 anos de serviço na graduação de soldado. Pelo critério de mérito intelectual, de 4 anos.

Já o acesso do cabo à graduação de 3º sargento é por meio do Curso de Formação de Sargentos, respeitando critérios de mérito intelectual (20%) e antiguidade (80%). Pelo critério de antiguidade, o intervalo mínimo é de 5 anos. Pelo mérito intelectual, de 3 anos.

Bruno Chaves, Subcom
Foto: Arquivo
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