Policiais penais de Dourados apostam no jiu-jitsu para reforçar defesa pessoal e segurança nas intervenções prisionais

A prática do jiu-jitsu ajuda na redução do estresse, a partir da produção de endorfina e adrenalina, possibilitando também deixar a mente e o corpo em ótimas condições para lidar com a rotina profissional diária. Além desses benefícios, em Dourados, policiais penais têm apostado na arte marcial como uma grande aliada da segurança pública.

Servidores da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) estão utilizando as técnicas de equilíbrio e controle total do corpo da arte milenar para aprimorar táticas de defesa pessoal, além de aprenderem a empregar, se necessário, os movimentos do jiu-jitsu em ações de intervenção prisional, com o objetivo de resguardar a integridade física tanto do operador de segurança quanto do interno.

Para isso, aulas gratuitas da arte marcial japonesa estão sendo oferecidas aos profissionais da Agepen, na base de Dourados do Comando de Operações Penitenciárias (COPE).

A iniciativa foi idealizada pelo coordenador regional do COPE, Tiago da Silva, e conta com a colaboração dos policiais penais Cristiano Nehring, Sidney Peres e Wellington Lopes, que atuam como instrutores de jiu-jitsu aos colegas de profissão.

Além de identificar a proporcionalidade da resposta a uma situação de risco, a arte marcial contribui para as intervenções prisionais, em especial na função de imobilizador tático. Isso porque, com as técnicas do jiu-jitsu, os policiais penais aprimoram as habilidades para garantir tanto a sua integridade física quanto a do imobilizado.

“Saber dar uma ‘baiana’ ou ajustar um ‘mata leão’ são elementos básicos para um praticante de jiu-jitsu e podem te salvar, sendo de grande serventia no trabalho diário nas unidades penais”, afirma o policial penal Tiago.

A capacitação é aberta a todos os servidores interessados no município e região e já conta com 15 participantes, envolvendo no momento, além dos operacionais do COPE, policiais penais da Penitenciária Estadual de Dourados e do semiaberto masculino.

Texto: Keila Oliveira e Tatyane Santinoni, Agepen

Fotos: Divulgação
Fonte: Portal MS.
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