Homem que matou gerente de fazenda e se matou foi acusado de estupro

Testemunhas acreditam que o suspeito surtou após ser acusado do crime em Paraíso das Águas

A Polícia Civil acredita que o trabalhador rural Anderson da Cruz Silva, 36 anos, “Baiano”, teria matado o gerente da fazenda onde prestava serviço em Chapadão do Sul – distante 331 quilômetros de Campo Grande, após ser acusado de estupro.

O delegado Caique Ducatti disse, para o site BNC Notícias, que depois de depoimento de várias testemunhas, a polícia acredita que Anderson possa ter sofrido um surto depois da acusação de estupro na cidade de Paraíso das Águas, no último dia 6 de abril.

A denúncia teria sido feita por um familiar dele, mas a história ainda era apurada pela polícia.

O delegado afirma que algumas testemunhas já foram ouvidas. Anderson chegou a ser conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, onde negou os fatos.

Diante destes fatos e também com uma separação conjugal, com sua esposa de 27 anos, Anderson teria praticado o crime que chocou toda a região.

Funcionários da fazenda relataram que Anderson chegou ao escritório do gerente da fazenda, Ivanildo Fai, 53 anos, conhecido como “Magrão”, e que, logo após, escutaram o barulho de dois disparos de arma de fogo.

Os funcionários se depararam com Anderson “Baiano” com uma pistola na mão, gritando “vem, vem vocês também”.

Em seguida, Anderson ateou fogo em seu veículo, um Ford Ecosport, caminhou por alguns metros e disparou com a arma de fogo contra sua própria cabeça, vindo a cair sobre o solo, já sem vida.

O corpo de Anderson ficou caído em posição de cruz, com os braços abertos e os pés um em cima do outro.

A pistola Taurus 9 milímetros era de propriedade da própria vítima, o gerente da fazenda, Ivanildo Magrão.

Antes de cometer o assassinato, Anderson Baiano teria sabotado os tratores, cortando as mangueiras dos maquinários, possivelmente para evitar que fossem usados para conter as chamas em seu veículo. Com todos os seus pertences colocados dentro de seu veículo Ecosport, Anderson ateou fogo.

Os corpos foram removidos ao IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal) de Paranaíba (MS).
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